Inexpressão

O meu silêncio
É o meu lamento,
A minha oração.
É a minha lágrima
Imperceptível e calada.
São as velas mudas que eu acendo
Pela poesia [e tudo]
Que nasce e morre
Em mim
Sem conhecer a cor de outros olhos.

(março de 2010)

Teu e Minha (Final Separado)

Um dia, a sábia Lei do Acaso
Aquela que controla as coisas naturais
Escreveu meu nome no poema do teu pecado
E desenhou teu rosto nos meus sonhos surreais

Em olhar o olhar; num lampejo
Nos entregou os corações costurados
Fez de ti o meu amor mais amado
Fez de mim o teu Anjo de brinquedo

Fez-nos dor de saudade e alegria sem fim
Tornou-me Céu. Tornou-te Querubim.
Simples e belos como o morrer do dia

Fez-nos eternos como Julieta e Romeu
Mesmo que eternamente eu seja teu
E só por um instante tenhas sido minha

(novembro de 2007)