Mar

Tu és, de fato
Um mar. Um oceano
E eu cá num barco
Perdido, navegando

Um oceano, imenso
Genioso, hipnotizante
Ao meu redor só o que vejo
Tu e céu no meu horizonte

Um mar! Um mar bravio
Que despedaçou meu navio
E me deixou naufragado

Um mar. Um mar de amor.
E se de amor ele inteiro for
Queira Deus que eu morra afogado

(abril de 2008)

Cadáver Delicado

Deitada, ali jazia
Toda a razão do meu verso
Quisera eu o inverso
Fosse eu na terra fria

Quisera do Céu ver-te
Sobre meu peito debruçada
Maldizendo Deus, na tua mágoa
Pela infinita dor de perder-me

Antes beber teu pranto em torrente
Á ficar em um mundo indolente
Sozinho, perdido e apaixonado

Um segundo no Céu te esperando
Do que anos na terra chorando
Velando teu cadáver tão delicado

(setembro de 2007)

sem título

Perdoa, meu amor, o silêncio.
Deixa serem
Os carinhos
As palavras.
Sejamos poesia um dia inteiro.

(junho de 2009)